Muitas vezes, a sociedade olha para quem perdeu tudo no jogo — o carro, a casa, a família — com um olhar de julgamento moral. “Falta de caráter”, dizem alguns. No entanto, se hoje entendemos que o jogo patológico é um transtorno mental sério e tratável, devemos isso a um homem que decidiu ouvir aqueles com vício em apostas quando todos preferiam condenar: o psiquiatra Robert Custer.
O Encontro que Mudou Tudo
Em 1987, Chris Anderson chegou ao fundo do poço. Após anos apostando em opções financeiras de alto risco, ele viu sua vida desmoronar: falência decretada e o fim de seu casamento. Sozinho e com pensamentos suicidas, ele foi a um encontro de Jogadores Anônimos em Dallas.
Lá, encontrou um senhor de olhar bondoso que lhe fez uma pergunta simples, mas transformadora: “Você está sofrendo muito, não é?”. Aquele homem era o Dr. Custer. Ali, Anderson percebeu que não era um “caso perdido”, mas alguém doente que precisava de ajuda médica.

O Legado de Robert Custer: Da Condenação ao Diagnóstico
Antes de Custer, a ciência ignorava os apostadores. O próprio Freud, nos anos 20, sugeria teorias hoje ultrapassadas. Custer, porém, notou algo óbvio enquanto trabalhava com veteranos de guerra: o vício em baralho ou corridas de cavalo ativava os mesmos gatilhos cerebrais que o álcool e as drogas.
- Pioneirismo: Em 1972, ele criou o primeiro programa de internação do mundo para viciados em jogos.
- Dados Reais: Suas pesquisas mostraram que 55% dos pacientes conseguiam se manter “limpos” após um ano de tratamento especializado.
- Perfil do Jogador: Ele identificou que muitos começavam na adolescência e tinham personalidades altamente competitivas (como ex-atletas).
Do “Cassino Físico” ao “Cassino no Bolso”
A visão de Custer nunca foi tão necessária quanto agora. Se na época dele o vício dependia de ir a um cassino ou joquei clube, hoje o perigo está no bolso de cada brasileiro. No Brasil e no mundo, a facilidade das apostas online (as famosas “bets”) fez o número de jogadores saltar drasticamente nos últimos anos.
Graças à insistência de Custer, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) parou de classificar o jogo como apenas um “problema de impulso” (como a vontade de roubar objetos) e o colocou onde ele realmente pertence: na categoria de transtornos de dependência, ao lado da química.
O Desafio Atual e a Lição que Fica
Apesar dos avanços, o cenário ainda é desafiador. Especialistas como Heather Wardle, da Universidade de Glasgow, alertam que o financiamento para pesquisas ainda é escasso e muitas vezes vem da própria indústria de jogos, o que gera conflitos de interesse.
No entanto, o progresso é inegável. Hoje temos linhas de apoio, tribunais especializados e uma compreensão médica muito mais profunda.
A grande lição de Custer para o Brasil de 2026 é clara: se queremos salvar vidas e famílias destruídas pelas dívidas de jogo, o caminho não é o julgamento ou a humilhação pública. O ponto de partida deve ser a empatia, a confiança e o tratamento científico. Afinal, como Custer demonstrou, o primeiro passo para a cura é reconhecer que a dor do outro é real.
Ficou com interesse de saber mais, leia também: Robert L. Custer, 63, Psychiatrist Who Led Treatment of Gamblers
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